Harry Massis, presidente do São Paulo, pediu o arquivamento de ação na Comissão de Ética contra Olten Ayres por falsidade ideológica.
O cenário político do São Paulo Futebol Clube ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira, com a notícia de que o presidente do clube, Harry Massis, solicitou o arquivamento da representação que havia instaurado contra Olten Ayres, atual presidente do Conselho Deliberativo. A ação, que tramitava na Comissão de Ética do clube, investigava uma grave suspeita de falsidade ideológica.
A investigação interna estava focada em um documento crucial relacionado à proposta de reforma do Estatuto Social do São Paulo. Se a representação fosse adiante e resultasse em uma condenação, Olten Ayres poderia enfrentar a expulsão do quadro associativo do clube, o que marcaria um ponto de virada significativo na gestão.
Com o pedido formal de Massis, a responsabilidade agora recai sobre a Comissão de Ética. Este órgão interno será encarregado de analisar o requerimento e determinar os próximos passos do procedimento, que pode levar ao encerramento definitivo do caso dentro do clube, conforme informação divulgada por Gazeta Esportiva - São Paulo.
Entenda a Acusação de Falsidade Ideológica no São Paulo
A denúncia original apresentada por Harry Massis apontava que Olten Ayres teria utilizado um parecer atribuído ao Conselho Consultivo para justificar e dar suporte à proposta de reforma estatutária. Essa proposta havia sido apresentada pelo então presidente Julio Casares, em dezembro de 2025, e o documento em questão defendia as mudanças como essenciais para o futuro do clube tricolor paulista.
Contudo, durante o processo de apuração, a Comissão de Ética ouviu diversos integrantes do Conselho Consultivo. A conclusão foi que o colegiado não havia se reunido formalmente para discutir a reforma estatutária, apesar de o documento ter sido apresentado como uma manifestação oficial do órgão. Essa contradição levantou sérias dúvidas sobre a autenticidade do parecer.
Um dos signatários do documento, Ives Gandra da Silva Martins, confirmou à Comissão de Ética que o texto era, na verdade, resultado de conversas isoladas com alguns conselheiros. Além disso, Ives Gandra afirmou que a carta não refletia o teor exato das discussões que deram origem à sugestão e que o documento teria sido redigido por um advogado do próprio São Paulo FC, adicionando uma camada de complexidade à situação.
Desdobramentos e Arquivamento em Outras Esferas
A suspeita de falsidade ideológica não ficou restrita aos muros do São Paulo FC. O caso levou Olten Ayres a ser investigado internamente e, inclusive, a ser indiciado pela Polícia Civil. A gravidade da acusação demandou uma análise mais ampla, extrapolando o ambiente do clube e alcançando instâncias jurídicas externas, gerando grande repercussão.
Apesar do indiciamento, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu arquivar o inquérito. A justificativa do MP foi de que a conduta investigada não se encaixava em nenhuma tipificação penal, pois o documento em questão não possuía potencial para produzir efeitos jurídicos relevantes. Essa decisão abrandou a pressão externa sobre Olten Ayres.
Em uma tentativa de reverter a decisão do MP, o clube, por meio de Massis, apresentou um recurso. No entanto, o pedido foi rejeitado pela Procuradoria-Geral de Justiça. O desfecho definitivo ocorreu em 14 de setembro, quando a Justiça determinou o arquivamento do inquérito de forma permanente, encerrando a esfera policial e judicial do caso.
O Futuro do Processo Interno no São Paulo FC
No âmbito do São Paulo Futebol Clube, Olten Ayres chegou a se afastar temporariamente do cargo de presidente do Conselho Deliberativo para organizar sua defesa. Em junho, os conselheiros rejeitaram uma proposta de afastamento por 120 dias, mas a representação de Massis continuou em andamento na Comissão de Ética, visando avaliar uma possível punição interna.
Agora, com o pedido de arquivamento formalizado por Harry Massis, a Comissão de Ética do São Paulo tem um novo e crucial papel. A análise do requerimento será determinante para definir se o processo será, de fato, encerrado dentro do clube ou se haverá algum desdobramento, apesar da retirada da representação inicial, o que seria um alívio para a diretoria.
Perguntas Frequentes
O que motivou a representação de Harry Massis contra Olten Ayres?
A representação foi motivada pela suspeita de falsidade ideológica envolvendo um parecer supostamente emitido pelo Conselho Consultivo do São Paulo FC, que apoiava uma proposta de reforma do Estatuto Social e cuja autenticidade foi questionada.
Qual foi a decisão do Ministério Público de São Paulo sobre o caso?
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu arquivar o inquérito contra Olten Ayres, alegando que a conduta investigada não configurava crime, uma vez que o documento em questão não tinha potencial para gerar efeitos jurídicos relevantes.
O que acontece agora com o processo na Comissão de Ética do São Paulo?
Após o pedido de arquivamento de Harry Massis, cabe à Comissão de Ética do São Paulo analisar o requerimento e definir os próximos passos do procedimento interno, que pode resultar no encerramento definitivo do caso no clube.

