Com 40 dias para o fim do prazo, presidente da Fifa resiste a crises e avança para novo mandato sem rivais fortes.
A eleição para a presidência da Fifa se aproxima do prazo final e o atual dirigente, Gianni Infantino, caminha para garantir mais um mandato sem oposição real. Apenas 40 dias restam para o término do prazo de inscrições para o pleito marcado para março, em Rabat, no Marrocos.
O cenário de vulnerabilidade enfrentado por Infantino meses atrás, após a proposta de comercialização de direitos da Copa do Mundo, foi superado por uma forte base de apoio na África, América do Sul e Oceania. A Uefa tentou barrar a gestão, mas falhou em encontrar um candidato unificado, conforme informação divulgada por BBC Sport.
A divisão no futebol mundial permanece evidente entre continentes, mas a estratégia de investimentos maciços garantiu a fidelidade de diversas federações ao dirigente suíço-italiano. A articulação política nos bastidores consolidou a posição de Infantino, que agora viaja pelo mundo promovendo sua imagem pública e reforçando alianças estratégicas.
A divisão global e o apoio maciço à gestão
O mapa político do futebol mundial mostra uma separação clara entre as confederações que apoiam e as que se opõem à atual administração da entidade máxima do esporte. Uefa, Concacaf e Ásia formam o bloco crítico, enquanto África, América do Sul e Oceania garantem sustentação política ao presidente.
A federação africana, com 54 nações e mais de um quarto dos votos da Fifa, reiterou apoio incondicional após investimentos bilionários realizados na última década. O presidente Infantino destacou que o montante investido no continente fortalece o diálogo e consolida a confiança na governança atual da entidade global.
As tentativas frustradas da Uefa por oposição
A entidade europeia tentou liderar uma frente de resistência para substituir o atual dirigente por uma figura unificadora, mas encontrou barreiras internas intransponíveis. Victor Montagliani, presidente da Concacaf, era visto como o principal oponente em potencial, mas optou por concorrer à reeleição em sua própria confederação.
Com a desistência de lideranças em disputar o pleito, apenas Ramon Vega, ex-jogador da seleção suíça, colocou seu nome à disposição. No entanto, analistas apontam que Vega dificilmente conseguirá o apoio necessário de cinco associações membros para oficializar sua candidatura no processo eleitoral.
Ações legais e novos desdobramentos jurídicos
Mesmo sem adversários na disputa eleitoral nos votos, a oposição liderada pela Uefa planeja manter a pressão jurídica contra a gestão atual da entidade. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, lidera o grupo europeu que busca documentos relacionados a propostas comerciais em tribunais dos Estados Unidos.
As disputas nos tribunais devem avançar para o próximo ano com possíveis acusações de má gestão na justiça suíça, caso surjam evidências incriminatórias. Enquanto isso, Infantino adota um tom conciliatório em reuniões oficiais, reforçando a importância do diálogo aberto com todas as federações afiliadas.
Perguntas Frequentes
Gianni Infantino terá concorrentes na eleição da Fifa?
Até o momento, o atual presidente caminha para concorrer sem oposição formal, já que a Uefa não encontrou um candidato viável e apenas Ramon Vega tentou se lançar.
Por que a Uefa não conseguiu derrubar o presidente da Fifa?
A Uefa falhou em encontrar um nome forte para a disputa e esbarrou no forte apoio financeiro e político que Infantino construiu na África, América do Sul e Oceania.
Qual é o papel da África na reeleição de Gianni Infantino?
As 54 federações africanas garantem mais de um quarto dos votos da entidade e mantêm apoio incondicional devido aos investimentos de desenvolvimento realizados no continente.
Quais são os próximos passos da Uefa contra a gestão da Fifa?
A entidade europeia abriu processos em tribunais dos Estados Unidos para obter documentos e pretende levar o caso aos tribunais suíços por suposta má gestão.

