Especialista aponta que expansão da modalidade exige visão de longo prazo das empresas parceiras.
O futebol feminino brasileiro vive um momento importante de expansão e busca consolidação no cenário esportivo nacional. Convencer o mercado de que a modalidade é uma oportunidade permanente de negócio, e não apenas uma aposta pontual para o torneio de 2027, continua sendo um grande obstáculo para gestores e clubes.
A avaliação foi destacada por Ruskaya Zanini, COO da Fsports, empresa responsável pela comercialização dos direitos comerciais das principais competições da CBF, durante entrevista recente. A executiva detalhou os bastidores da estratégia mercadológica adotada para fortalecer os campeonatos no país, conforme informação divulgada por Estadão Esporte.
O planejamento estratégico busca atrair empresas de diversos segmentos para garantir estabilidade financeira aos torneios. A iniciativa pretende afastar a dependência de nichos específicos e consolidar o produto no mercado publicitário, ampliando a visibilidade das atletas e dos clubes envolvidos nas disputas oficiais.
Desafios comerciais do futebol feminino no Brasil
Superar a visão de que os investimentos devem ocorrer apenas em períodos de Copa do Mundo é a principal meta atual. Ruskaya Zanini destacou que as marcas precisam acreditar na evolução contínua da modalidade e enxergar valor real nas competições nacionais ao longo de todo o ano.
Diversificação de receitas e novos parceiros
A estratégia comercial adotada pela Fsports e pela CBF aposta na pluralidade de setores empresariais. Atualmente, o ecossistema do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Supercopa reúne marcas de sete segmentos distintos, incluindo empresas como Amazon, Coca-feira, Hyundai, Uber, Itambé, Monange e Sicoob, sem a presença de casas de apostas.
Oportunidades de ativação para as marcas
A modalidade oferece ferramentas eficientes de engajamento com o público e novas formas de relacionamento com os torcedores. O crescimento constante da audiência amplia o retorno sobre o investimento, gerando visibilidade qualificada para as companhias associadas aos torneios organizados pela entidade máxima do futebol nacional.
Perguntas Frequentes
Quais são os principais desafios comerciais do futebol feminino?
O principal desafio é convencer as marcas de que a modalidade representa uma oportunidade permanente de negócio, e não apenas uma ação pontual voltada para a Copa do Mundo de 2027.
Quem é responsável pelos direitos comerciais das competições da CBF?
A Fsports é a empresa responsável por comercializar os direitos comerciais das competições femininas da CBF, incluindo o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Supercopa.
Quais marcas apoiam atualmente o futebol feminino da CBF?
O futebol feminino da CBF conta com o patrocínio de empresas de sete setores diferentes, entre elas Amazon, Coca-Cola, Hyundai, Uber, Itambé, Monange e Sicoob.

